segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Onda de violência põe nas ruas todo o efetivo da Guarda Municipal


Iniciativa foi anunciada ontem, em reunião entre autoridades de Campinas para debater a crise na segurança - Encaminhado por Jorge Costa.

O prefeito Jonas Donizette (PSB) anunciou ontem que colocará todo o efetivo da Guarda Municipal (GM) para fazer o patrulhamento de pontos considerados críticos da cidade. A intenção é conter a onda de violência que deixou, em menos de 20 dias, três pessoas mortas durante roubos. O aumento no número de GMs nas ruas não foi divulgado — no Município, são 700 guardas ao todo. O mapeamento dos bairros que terá a ação dos GMs é baseado nos dados de índices de ocorrências registradas pela corporação e também pelos pontos indicados pela Secretaria de Estado da Segurança Pública.


Além do policiamento a pé, moto e bicicleta, as viaturas da corporação que ficam paradas sobre vias e praças passarão a circular nos bairros com mais registros de ocorrências de crimes para dar mais agilidade e sensação de segurança aos moradores e pessoas que circulam pelo local.

O principal foco dos GMs será a prevenção de roubo e furto de veículos, casos que nos últimos anos vêm em uma escalada na cidade. No ano passado, foram registrados 9.965 casos (795 ocorrências a mais do que em 2011).

Desde os primeiros dias deste ano, a ação de bandidos para levar veículos tem feito vítimas fatais. Ontem, um comerciante foi baleado, duas vezes na cabeça e uma vez no peito, durante uma tentativa de roubo a veículo no Jardim Santana. Até o fechamento desta edição ele continuava internado em estado grave no Hospital de Clínicas da Unicamp.

O bairro onde o crime aconteceu será um dos focos do patrulhamento ostensivo da GM. Ele está localizado dentro da área do 4º Distrito Policial (DP), no Taquaral, que lidera os índices de roubo a veículos e a residência na cidade — 849 casos de roubo a veículos em 2012.

As áreas dos bairros Castelo, Chapadão, São Bernardo e Centro também terão o patrulhamento mais rigoroso a partir de hoje. Essas regiões, depois do Taquaral, são as que mais sofrem com esse tipo de crime. Além disso, é no Centro que ocorrem a maior parte dos roubos e furtos registrados na cidade — 1.698 e 4.718 no ano passado.

A Guarda também fará operações para desmantelar desmanches e ferros velhos que vendem peças de veículos usados, responsáveis pela maior parte dos veículos subtraídos nas ações criminosas.

Reunião

A medida foi divulgada ontem durante uma reunião entre o prefeito, o presidente da Câmara de Vereadores, Campos Filho (DEM), o secretário municipal de Segurança, Luiz Augusto Baggio, o líder de governo na Câmara, vereador Rafa Zimbaldi (PP), e o juiz corregedor da Polícia Civil, Nelson Augusto Bernardes. As autoridades se encontraram para debater a onda de violência.

“Esse contingente que será colocado nas ruas será uma forma de dar apoio à Polícia Militar. Faremos operações de auxílio que trarão resultados para o trabalho de segurança na cidade. Vamos cooperar e também cobrar das autoridades ações correspondentes à situação que Campinas tem vivido”, disse Jonas.

O prefeito adiantou que o secretário de Estado da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, voltará a Campinas na próxima quinta-feira para oficializar o Gabinete de Segurança anunciado no começo deste mês, que unirá ações das polícias Civil, Militar e GM. “Espero que o secretário traga as ações concretas do que será feito em Campinas. Precisamos de ações rápidas”, afirmou. “Estamos preocupados com a curva da criminalidade. Faremos ações estratégicas para barrar isso”, disse o secretário municipal de Segurança.

Na reunião, o juiz ainda fez uma exposição sobre a situação do quadro estrutural da Polícia Civil e também da falta de funcionários, o que acarreta problemas na investigação e punição de crimes. A ideia é que Jonas exponha as demandas ao Estado, durante as ações do Gabinete de Segurança. O levantamento será entregue ao prefeito na próxima semana. “As falhas encontradas acarretam em problemas na investigação e na solução dos crimes e isso gera a impunidade de criminosos. Temos que trabalhar juntos para resolver essas falhas. A polícia de Campinas precisa dessa atenção urgente, estamos vivendo uma crise de segurança”, disse.

fonte: http://gcm-guerra-motociclista.blogspot.com.br/2013/02/onda-de-violencia-poe-nas-ruas-todo-o.html



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